CNBB organizara debate de presidenciáveis

O Brasil carece de um “projeto de nação”, no entender do presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Raymundo Damasceno. A pouco mais de duas semanas do debate de presidenciáveis organizado pela entidade — marcado para o próximo dia 16, em Aparecida (SP) —, o cardeal concedeu uma entrevista exclusiva e disse que não adiantam iniciativas isoladas por parte de quem está à frente do país. “Temos um problema grave: falta um projeto de nação”, disparou, evitando críticas diretas ao atual governo.

Reafirmando a postura neutra da Igreja na corrida eleitoral, dom Damasceno avaliou que teve “pouco contato” com a presidente Dilma ao longo do mandato e lembrou que o eleitor é livre para fazer as próprias escolhas. “Não há acepção de pessoas”, pontuou, quando perguntado sobre se há orientação para que católicos votem em candidatos da mesma religião. “A orientação é para que se vote em sintonia com valores e princípios que defendemos”, acrescentou.

O presidente da CNBB não acredita que temas como aborto e casamentos entre pessoas do mesmo sexo tenham um peso grande nestas eleições. “Todos já sabem o que a Igreja pensa”, justificou ele, que também cobrou coerência dos “políticos de fé”. De maneira firme, dom Damasceno, amigo do papa Francisco, afirmou que a Igreja Católica não se preocupa em fortalecer bancada no Congresso Nacional. “Não precisamos dessa divisão”, sublinhou. Confira os principais trechos da entrevista, em que o cardeal também critica os padres candidatos e o desrespeito à Lei da Ficha Limpa.

A Igreja Católica, mesmo que não oficialmente, tem candidato a presidente da República?
Não. A Igreja respeita a liberdade do eleitor e convida as pessoas de fé a não terem medo da política.

Mas há preferências. Não existe um candidato que se encaixe melhor nesse perfil?
Não assumimos posição político-partidária. O que temos tentado fazer é encorajar os eleitores. Não se pode continuar com aquele pensamento de que “política é coisa de ladrão e corrupto”, “política não presta” ou “quem entra na política se corrompe”. São estereótipos que vamos repetindo e não resolvemos nada. Somos todos responsáveis pelo bem comum. Não podemos fugir dessa responsabilidade. Temos uma condição de cidadãos. Somos, portanto, essencialmente políticos.

Por que tantos padres têm se candidato, mesmo com a posição oficial contrária da Igreja?
Eu diria que é uma forma de fugir do próprio ministério. E é por isso que padres não devem se candidatar: porque temos um ministério religioso a exercer, uma função muito própria. Ser político não é uma atividade compatível com a vida sacerdotal.

E, mesmo se candidatar, padre pode fazer campanha ou pedir voto?
Os templos católicos não são currais nem comitês eleitorais. Não se pode fazer política partidária nas celebrações ou nos movimentos religiosos. Claro que o padre pode e deve falar de política, dos problemas sociais que afetam as pessoas. Deve também oferecer elementos para que os fiéis façam seu discernimento, mas nunca impor ou decidir por eles.

Católico tem que votar em católico?
Não. Nossa orientação é para que se vote em sintonia com valores e princípios que defendemos. Valores cristãos, entre eles a defesa da família e da vida e o conceito de política como conceito. Isso, sim, é fundamental. Temos critérios claros que nos ajudam a escolher. Se o candidato tem bandeiras que se opõem a eles, evidentemente caberá ao católico decidir. Mas não há acepção de pessoas.

Qual será o peso, nestas eleições, de temas como aborto e casamento de pessoas entre o mesmo sexo?
Acredito que um peso pequeno, até porque todos já sabem a posição da Igreja, e as campanhas não focam somente nesses assuntos. Mas é claro que, quando questionado, é importante que o candidato diga o que pensa. Se ele se disser favorável ao aborto, por exemplo, é evidente que os católicos já têm aí um elemento a mais para fazer a escolha. O eleitor tem que agir de maneira coerente com a fé que professa. Não se espera que ele assuma uma posição em favor de um partido ou de um candidato de valores contrários.

A Igreja teve um papel fundamental na Lei da Ficha Limpa. Ver candidatos condenados disputando as eleições não dá a impressão de “serviço pela metade”?
Muitos foram impossibilitados de entrar na corrida eleitoral por causa da lei. Está muito claro que candidatos condenados não podem participar do pleito. Um político condenado não tem nem credibilidade para se apresentar em público e pedir voto. Mas é a Justiça que deve impedi-los, não a Igreja.

Quando a Igreja se aproxima de questões políticas, ela não fere as premissas de Estado laico?
Não, porque a Igreja não pode estar confinada ao templo nem ter a sua participação na sociedade reduzida às celebrações litúrgicas. A Igreja está inserida no mundo, faz parte dele. Claro que com uma missão religiosa e espiritual bem definida, porém sem se fechar às outras dimensões do ser humano, incluindo a política.

Falta uma bancada católica mais forte no Congresso?
Não precisamos de bancada católica, não precisamos criar essa divisão. O católico, político ou não, é convidado a defender os valores cristãos, humanos e éticos onde ele estiver. A fé é um guia pessoal. Os católicos eleitos pelo povo sabem que devem agir de maneira coerente com seus princípios. Mas isso deve ocorrer de uma maneira muito natural.

Por que a Igreja perdeu peso na participação das discussões políticas do país?
Decisões políticas cabem aos políticos, não à Igreja. Estamos convictos de que os valores que defendemos são para o bem da sociedade e do povo. Não formamos bancadas para defender nossos interesses. Repito: espera-se que o político de fé exerça o mandato de maneira coerente com os seus próprios princípios. Não é para atender privilégios da Igreja.

O senhor esteve pelo menos três vezes com a presidente Dilma Rousseff ao longo do mandato dela, inclusive na semana passada. O governo Dilma agradou à Igreja?
Respeitamos todos os governos. O contato com ela foi, digamos, pouco, mas caberá ao eleitor votar e mantê-la ou não no cargo. Quem vai decidir é o cidadão, não a Igreja.

Qual o principal desafio de quem subir a rampa do Palácio do Planalto em 1º de janeiro próximo?
Temos um problema grave: falta um projeto de nação. Qual o nosso projeto? E quais as propostas para se chegar a ele? Se não decidir isso, ficamos assim: desenvolvendo iniciativas pontuais aqui e acolá, e só. A reforma política é urgente, até para dar condições às outras reformas. Outro ponto bastante importante é que o governo mantenha uma estabilidade econômica, evitando o retorno da inflação. Também é necessário investir mais em educação.

“Tentamos encorajar os eleitores. Não se pode continuar com aquele pensamento de que ‘política é coisa de ladrão e corrupto’. Somos todos responsáveis pelo bem comum. Somos, portanto, essencialmente políticos”

“Temos um problema grave: falta um projeto de nação. Qual o nosso projeto? E quais as propostas para se chegar a ele? Se não decidir isso, ficamos assim: desenvolvendo iniciativas pontuais aqui e acolá, e só”


Movimento fica Frei Geraldo

A convivência dentro da casa de Deus aproximou pároco e comunidade de tal forma que não se trata apenas de pessoas comprometidas com a fé, mas também de bons amigos. Há seis anos, o frei Geraldo D’Abadia Pires Maciel, 47 anos, está à frente da Paróquia Nossa Senhora do Carmo, na 913 Sul e, além de iniciar a reforma da igreja, restaurou os laços que unem os fiéis que a frequentam. Disso, resultou respeito e admiração, destacados por todos que falam sobre o frade. O bem-querer ao religioso é tão forte que os paroquianos preparam uma campanha para pedir a permanência do frade, designado pela Ordem dos Carmelitas, à qual pertence, para um ano sabático. 

A mobilização começou no sábado passado, com direito a protesto e noite em claro. A informação da saída do frei Geraldo foi descoberta por acaso, por meio do site da Arquidiocese de Brasília, onde constava cerimônia de posse do novo pároco da Nossa Senhora do Carmo. “Eu sou catequista e tenho acesso ao sistema com a programação de eventos da Arquidiocese. Lá, estava agendada a posse para 15 de agosto. Não sabia nem sequer que frei Geraldo estava saindo, muito menos que já tínhamos um substituto para ele. Eu não esperava que isso acontecesse agora”, conta a servidora pública Ana Cláudia Pereira de Jesus, 46 anos. Logo, a notícia do afastamento dele se espalhou, e a comunidade encomendou uma faixa — em amarelo e com letras tão grandes quanto a surpresa pela descoberta — para divulgar a insatisfação com a decisão do provincial, chefe da congregação aqui no DF. 

A medida é encarada como arbitrária pelos fiéis, como explica a coordenadora do Conselho Pastoral, Regina D’Arc Rodrigues Guedes, 52 anos. “Não fomos oficialmente comunicados da saída do frei. Ele deveria ficar aqui até 2017, de acordo com o Capítulo, a reunião do conselho dos carmelitas, realizado em janeiro deste ano. Como ex-provincial, ele poderia escolher um local para ficar por três anos. E escolheu aqui”, diz. No domingo, um grupo foi à porta da Casa Paroquial realizar uma vigília. “Frei Geraldo nos deu sentimento de pertença. Hoje, sabemos que nosso lugar é aqui, na Nossa Senhora do Carmo. Crescemos com a paróquia”, define a promotora de eventos Eneida Carbonell, 56. 

A atenção devotada aos fiéis é uma das marcas do frei, nascido em Unaí (MG). Ainda adolescente, ele conviveu com frades carmelitas na cidade, que o ensinaram a dirigir para ir às comunidades mais afastadas. Com eles, também aprendeu a ouvir atentamente o próximo. Assim, acolhe os anseios e espanta os medos, na avaliação da aposentada Regina Sbampato, 57 anos. “Eu o chamo de doutor frei. Ele me ajudou sempre que estive desesperada, sem saber o que fazer, como um psicólogo. Eu me lembro de dois episódios em que frei Geraldo foi fundamental: quando estava com problemas com meu filho e quando sofri assédio moral no local em que trabalhava, um dia antes de me aposentar. Ele me deu a mão, o pé e um pedação do coração”, resume. 

Se muito o frade doou, também muito recebeu, em carinho e aprendizado. “Amo minha comunidade, tanto que sei o nome de 90% dos paroquianos”, conta frei Geraldo. Ele afirma que quer permanecer na Nossa Senhora do Carmo para se dedicar às pastorais e à reforma do salão principal, mas o protesto por conta de sua saída já significa uma vitória. “Permanecendo ou não, o ganho é a união da comunidade. Eles terem se mobilizado é sinal de que se reconhecem, que estão comprometidos com os mesmos objetivos”, avalia. O religioso ainda não tem planos para as férias-prêmio que recebeu, mas deve aproveitar o tempo para se dedicar à contemplação, valor que o levou à congregação. “A ordem dos carmelitas me encantou pela relação entre contemplação e oração. O serviço que prestamos nasce de uma relação muito profunda com Deus”, explica. 

Vida de oração e silêncio
A Ordem do Carmo surgiu no século 11, na região do Monte Carmelo, na cidade de Haifa, em Israel. A congregação ganhou o conjunto de leis e regras em 1226, organizada por Santo Alberto, Patriarca de Jerusalém, e aprovada pelo Papa Honório III. A palavra carmelo significa jardim, em hebraico, e remete à história que deu origem à ordem. De acordo com a tradição, o profeta Elias, personagem bíblico do Antigo Testamento, foi morar em uma gruta, no Monte Carmelo, para ter uma vida de oração e silêncio. O hábito inspirou os primeiros carmelitas, que prezam pela meditação e reflexão sobre as questões do mundo e da fé. De Israel, a ordem se espalhou por outros países e chegou ao Brasil, em 1584, no período da colonização no país. Olinda, em Pernambuco, foi a primeira cidade a receber um convento carmelita.


"Frei Geraldo nos deu sentimento de pertença. Hoje, sabemos que nosso lugar é aqui, na Nossa Senhora do Carmo. Crescemos com a paróquia” Eneida Carbonell, 56 anos, paroquiana

"Permanecendo ou não, o ganho é a união da comunidade. Eles terem se mobilizado é sinal de que se reconhecem, que estão comprometidos com os mesmos objetivos”Frei Geraldo

Abertas as inscrições em cursos gratuitos oferecidos pelos programas Escola de Síndicos e Qualifica Condomínios da ASSOSÍNDICOS/DF

Aulas são ministradas por síndicos, advogados, contadores, administradores e engenheiros e abordam temas como legislação de condomínios, noções de contabilidade, noções de administração, engenharia, eventos e sustentabilidade.

Com o objetivo de apoiar a gestão do síndico e aumentar a profissionalização do síndico e funcionários de condomínios a Associação de Síndicos e Subsíndicos do Distrito Federal e Região Metropolitana  criou dois programas um voltado para a qualificação e profissionalização de síndicos e futuros síndicos profissionais chamado de “Escola de Síndicos”,  já o outro programa da associação é o “ Qualifica Condomínios” que visa a qualificação e requalificação de pessoas que trabalham ou que pretendem trabalhar em condomínios.

A associação oferece cursos gratuitos é está com as inscrições abertas para os cursos seguintes cursos:

Escola de Síndicos
Curso Básico de SÍNDICO.
Valor: CURSO GRATUITO.
Inscrições: www.assosindicosdf.com.br
Dias de aula: 20, 21, 22 E 23 DE AGOSTO.
Horário: DE 20 Á 22/08 DAS 19H ÁS 22H E NO DIA 23/08 DAS 08H30MIN ÁS 12H.
Local: AUDITÓRIO DO 7° BPM - BATALHÃO DA POLICIA MILITAR DO DISTRITO FEDERAL - EQSW 2/3 - ÁREA ESPECIAL - SUDOESTE - BRASÍLIA-DF.
Informações: 8115-3927 | 9993-9155 | 9665-5755 | 3027-2771 | 8422-5191 | 8101-1481 | 9346-8734

Curso de SÍNDICO PROFISSIONAL.
Valor: CURSO GRATUITO.
Dias de aula: 23, 30/08, 06, 13, 20, 27/09 E 04/09 DE 2014.
Horário: DAS 08H30MIN ÁS 12H.
Local: AUTO ESCOLA BALIZA CSA 01 LOTE 13 LOJA 01/02 TAGUATINGA SUL – AUTO ESCOLA BALIZA (AO LADO DA LOJAS AMERICANAS).
Informações: 8115-3927 | 9993-9155 | 9665-5755 | 3027-2771 | 8422-5191 | 8101-1481 | 9346-8734

Qualifica Condomínios
Curso AGENTE DE PORTARIA.
Valor: CURSO GRATUITO.
Inscrições: www.assosindicosdf.com.br
Dia de aula: 16 E 23 DE AGOSTO DE 2014.
Horário: DAS 08H30MIN ÁS 12H E DE 14 ÁS 18H.
Local: AUTO ESCOLA BALIZA CSA 01 LOTE 13 LOJA 01/02 TAGUATINGA SUL – AUTO ESCOLA BALIZA (AO LADO DA LOJAS AMERICANAS).
Informações: 8115-3927 | 9993-9155 | 9665-5755 | 3027-2771 | 8422-5191 | 8101-1481 | 9346-8734

Os cursos abrangem estratégias de segurança, motivação, regras de limpeza, estratégias de negociação, direito, eventos, sustentabilidade, noções de contabilidade, direito, eventos, organização, engenharia, entre outros temas. Os horários das aulas vão de 19h ás 22h15min e a carga horária varia de 25h/a á 90h/a.

O presidente da ASSOSÍNDICOS/DF, Paulo Roberto Melo afirma que a iniciativa são os programas de maior sucesso da associação. “Os programas Escola de Síndicos e Qualifica Condomínios são hoje os melhores programas da ASSOSÍNDICOS/DF e já formou cerca de 1300 pessoas em mais de cinco cursos, realizados em todas as regiões do DF, assim a nossa associação vai se firmando como uma entidade parceira do síndico e do funcionário do condomínio” avalia o presidente da associação.

Já o diretor de assuntos estratégicos da ASSOSÍNDICOS/DF, Ricardo Alvarenga diz que “esses cursos oferecidos pela ASSOSÍNDICOS/DF tem o melhor em professores e conteúdo que existe hoje no mercado brasileiro em disposição para os síndicos no DF” comentou o diretor.

O diretor de qualificação da ASSOSÍNDICOS/DF, Rômulo Rosa de Araújo, falou que a Escola de Síndicos da ASSOSÍNDICOS/DF é um dos melhores programas de educação de síndicos do  Brasil, “O síndico ou condômino que entrar na Escola de Síndicos, vai fazer um curso de qualidade que tem o certificado reconhecido pelo MEC como curso livre, além de ser uma oportunidade de qualificação para se colocar no mercado de trabalho em um mercado que pede cada vez mais qualificação e profissionalização” falou o diretor de qualificação.

A ex-aluna do Curso de Básico de Síndicos Pedroana Frazão, falou que o curso de síndicos ajudou muito ela na gestão do seu condomínio, “Com as palestras de direito e dos engenheiros pude saber mais sobre legislação e engenharia o que eu estou aplicando em meu condomínio” enfatizou a síndica.

O ex-aluno do Curso de Síndico Profissional, Fábio de Mesquita falou que o curso ajudou tanto ele que ele se tornou um síndico profissional, “Hoje sou síndico de três condomínios e estou muito bem pois, o curso da Escola de Síndicos me ajudou a ter o conhecimento para que eu possa administrar bem esses condomínios”, falou o hoje síndico profissional Fábio de Mesquita.

O ex-aluno do Curso de Agente de Portaria, Amarildo Costa Mota disse que fez o curso e em menos de um mês coseguiu o emprego de porteiro em condomínio, “Eu fiz o curso da ASSOSÍNDICOS/DF e em 22 dias consegui o emprego de Porteiro em um condomínio, com escala 12x36” falou o Porteiro Amarildo.

Se você está buscando uma vaga no mercado de trabalho ou um novo emprego, que tal fazer um curso Dos cursos oferecidos pela ASSOSÍNDICOS/DF e se preparar para entrar no mercado de trabalho.



 Informações: (61) 8115-3927 | 9993-9155 | 9665-5755 | 3027-2771 | 8422-5191 | 8101-1481 | 9346-8734

Reunião dos Brics definirá novo banco de desenvolvimento

Em Fortaleza e Brasília, chefes de estado definirão a presidência, o local da sede do novo banco e criação de fundo

BRICS discutirão criação de instituições financeiras que terão reservas de até US$ 200 bilhões

Países definem medidas de sustentabilidade ambiental

Os chefes de Estado e de governo do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - que integram o bloco dos Brics - vão discutir na próxima semana (15 e 16), na 6ª reunião de cúpula do bloco, em Fortaleza (CE), a criação do Banco de Desenvolvimento, destinado a financiar projetos de infraestrutura e de sustentabilidade.

Também será discutida a criação do fundo Arranjo Contingente de Reservas (CRA), para ajudar os países do bloco em caso de dificuldades com balanço de pagamentos.

Segundo o subsecretário de Política do Ministério das Relações Exteriores, embaixador José Alfredo Graça Lima, o banco e o fundo “não serão competidores do Banco Mundial (Bird) nem do Fundo Monetário Internacional (FMI), mas suplementares a estas instituições”.

Segundo informações de Graça Lima, o banco terá capital inicial de US$ 50 bilhões, sendo US$ 10 bilhões em recursos e US$ 40 bilhões em garantias. Depois da assinatura do acordo para sua criação, o banco terá que ser aprovado pelos parlamentos dos cinco países.

Quanto ao fundo, o embaixador informou que o capital inicial será de US$ 100 bilhões e que o seu objetivo será enfrentar desequilíbrios nos balanços de pagamentos de algum dos países do Brics, que venha a enfrentar dificuldades.

A China entrará com US$ 41 bilhões; o Brasil, a Rússia e Índia com US$ 18 bilhões cada; e a África do Sul com US$ 5 bilhões. A expectativa é que outros países em desenvolvimento também possam tomar empréstimos do banco, mas os critérios para tanto serão definidos em um segundo momento, disse José Alfredo Graça Lima.

A presidência do banco, que será rotativa, e o local de sede serão definidas na cúpula, na capital cearense, bem como o conselho de administração e outras questões técnicas. O Brasil foi o único membro que não se candidatou a sediar o banco. As opções são Xangai (China), Joanesburgo (África do Sul), Moscou (Rússia) e Nova Delhi (Índia).

Infraestrutura
Em palestra para jornalistas, nessa quarta-feira (9), no Centro Aberto de Mídia da Copa, em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, o embaixador falou sobre o encontro do grupo formado por estes cinco países, que começará no dia 15, na capital do Ceará, e terminará em Brasília, no dia seguinte, com participação de todos os mandatários das nações do Brics e de países convidados da América do Sul.

“Os financiamentos serão para projetos sustentáveis e de infraestrutura. O banco suplementa o Bird e o arranjo de contingente de reservas espelha o FMI. Os países do Brics têm propostas de reformas que não podem ser atendidas, especialmente pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).


De certa maneira, a criação do arranjo contingente de reservas e do banco atende a essas necessidades”, disse ele. “O foco da participação do Brics está na responsabilidade por uma ordem mais justa, não para ter mais poder. Nos dias de hoje não é importante apenas crescer, é preciso crescer com melhor distribuição da renda, e é disso que estamos justamente tratando na 6ª Cúpula dos Brics”, completou.

Esporte prorroga inscrições para oficinas em Centros Olímpicos e Paralímpicos



Capacitação é voltada a pessoas que tenham de 14 a 23 anos

O prazo para matrícula nas oficinas profissionalizantes oferecidas nos Centros Olímpicos e Paralímpicos do Setor O, Gama, Brazlândia, Santa Maria e Recanto das Emas foi prorrogado até a próxima sexta-feira (6).

O início das aulas do módulo de Comunicação, que contempla avaliação vocacional, oficinas de TV, rádio, mídia impressa, internet e palestras, está previsto para o dia 10 de junho.

O intuito da ação é desenvolver paralelamente às modalidades esportivas, um programa de capacitação profissional para aqueles que possuem talento para o esporte, mas buscam capacitação para obter outra oportunidade no mercado de trabalho.

As oficinas são voltadas aos alunos e interessados da comunidade que tenham de 14 a 23 anos. Para se inscrever basta comparecer às secretarias dos Centros Olímpicos e Paralímpicos, com declaração escolar, comprovante de residência, CPF e uma foto 3x4.

Retirar amígdalas não é primeira opção para tratamento de inflamações

No entanto, há casos em que nem medicamentos anulam necessidade da cirurgia

ESCRITO POR:Samanta Dall'Agnese - Otorrinolaringologia

A cirurgia das amígdalas teve uma queda expressiva nas indicações nas últimas décadas, mas ainda é muito comum. O avanço dos antibióticos, cada vez melhores, permitiu que as infecções, que eram a maior indicação para cirurgia, fossem tratadas com medicação. Atualmente, são os distúrbios respiratórios que levam a maior parte dos pacientes a realizar a cirurgia. 

 A cirurgia é normalmente indicada quando as amígdalas acarretam algum prejuízo para o paciente (respiração, sono, alimentação, fala) ou quando as infecções se tornam frequentes. 

 Amígdalas palatinas hipertrofiadas, principalmente se associadas com aumento da adenoide, podem levar à respiração oral, que não é o ideal. Quando isto acontece em crianças, a face não se desenvolve adequadamente e os dentes crescem mal posicionados pois a respiração nasal influencia no crescimento da face. As amígdalas hipertrofiadas também podem causar um desconforto no sono, levando à síndrome da apneia do sono. Nesta síndrome, a pessoa faz um grande esforço para respirar enquanto dorme, o que se reflete em um sono de má qualidade e, no dia-a-dia, redução de concentração e de memória. Em alguns casos mais graves, a hipertrofia das amígdalas pode chegar ao ponto de causar uma obstrução mecânica à passagem de alimentos. Um sinal de que a criança pode sofrer deste problema é quando ela passa a preferir alimentos líquidos e pastosos e não consegue ganhar peso. 

As principais contraindicações à cirurgia são anemias e alterações da coagulação.
 Quando as infecções nas amígdalas se tornam frequentes, a cirurgia também pode ser a solução, dependendo da frequência com que ocorrem e do prejuízo que elas causam ao paciente. Neste sentido, a cirurgia pode ser indicada se a criança perde vários dias de escola ao ano por conta de amigdalites. Existe uma situação chamada amigdalite caseosa, que normalmente afeta adultos, em que as amígdalas acumulam o caseum, ?bolinhas brancas? formadas por restos de alimentos, saliva e células. O caseum leva ao mau hálito, que, se levar a grande incômodo, pode ser resolvido com cirurgia. Em alguns casos de infecção mais graves, como um abscesso periamigdaliano, que é uma coleção de pus que se desenvolve a partir de uma amigdalite, a cirurgia é indicada mesmo com poucos episódios infecciosos. 

 As principais contraindicações à cirurgia são anemias e alterações da coagulação. Como existe o risco de sangramento durante a cirurgia, pode haver uma piora da anemia. Já as alterações de coagulação podem aumentar as chances de sangramento. Cada caso deve ser avaliado de forma individualizada, buscando-se a causa do distúrbio e tratamento adequado. Uma vez corrigida a alteração, a cirurgia pode ser realizada.  

 Outra contraindicação mais rara é a fissura submucosa. Nesta situação, o palato ("céu-da-boca") apresenta uma fissura no meio. O paciente pode não ter sintomas e, quando passar por avaliação, nem sempre sabe do problema. O diagnóstico é importante porque no pós-operatório o paciente pode apresentar saída de alimentos pelo nariz por uma disfunção do palato em se movimentar e fechar a comunicação que existe entre as cavidades oral e nasal. Este problema em geral é revertido após algumas semanas, mas pode persistir por mais tempo e dificultar a alimentação. 

Combata rouquidão e dor de garganta
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 Não existe idade mínima para realizar a cirurgia, o que importa é uma correta indicação. Porém, se a criança for muito nova, a adenoide, estrutura que se localiza atrás do nariz e que é frequentemente retirada junto com as amígdalas palatinas, pode voltar a crescer. Se voltar a apresentar desconforto para respirar e sensação de nariz entupido, uma nova cirurgia poderá ser necessária.

 Muitos pacientes generalizam dores de garganta atribuindo a problemas nas amígdalas. Certas doenças tem sintomas muito parecidos, mas exigem tratamentos muito diferentes. As amigdalites em geral tem curta duração. Quadros de dor de garganta recorrente podem também estar associados ao refluxo gastroesofágico. Apenas uma consulta com um especialista poderá indicar o melhor tratamento, considerando as particularidades de cada pessoa. Durante a avaliação, o especialista deve fornecer orientações sobre riscos e benefícios de cada tratamento, baseando-se nas diretrizes estabelecidas pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia.

Missas em Memória das Mães Falecidas no DF

Em memória das mães já falecidas, no dia 11 de maio, Dia das Mães, serão realizadas as tradicionais Missas nos cemitérios de Brasília.

As cerimônias acontecerão pela manhã, entre 08h30 e 10h, e serão celebradas pelo Bispo Dom Marcony Vinícius Ferreira e pelos padres: Pe. George de Albuquerque; Pe. João Périus; Pe. Alex Novais; Pe. Luciano Barbosa; Pe. Luiz Gustavo; Pe. Marcial Asunción Diaz; Pe. Ricardo Nascimento Guimarães e Pe. Francivaldo Menezes.

Durante este dia, o acesso aos cemitérios será permitido somente pelos portões principais. Nos cemitérios do Plano Piloto e de Taguatinga serão montadas tendas com capacidade para 500 pessoas cada. Já nos cemitérios de Brazlândia, Gama, Planaltina e Sobradinho, as Missas serão celebradas nas capelas com capacidade para 100 pessoas por missa, segundo informações de Haroldo Amaral, membro da Comissão Arquidiocesana de Finados.

Haroldo relatou ainda sobre a importância e a emoção proporcionada pelas cerimônias promovidas por sua equipe. “Tradicionalmente, nos Dias dos Pais, Mães e Finados, organizamos missas nos cemitérios de nossa cidade, e com a graça de Deus temos testemunhado a alegria e o conforto espiritual dos irmãos enlutados que ali vão participar”, afirmou Haroldo.

Veja, no quadro abaixo, os locais e horários de missas no Dia das Mães:
 MISSAS: DIA DAS MÃES NOS CEMITÉRIOS
11 DE MAIO 2014CELEBRANTEHORÁRIO
BRASÍLIA – Plano PilotoDom Marcony Vinícius Ferreira
Pe. George de A. Tajra
08h30 e 10 h30
BRAZLÂNDIAPe. João Périus09h00
GAMAPe. Alex Novais
Pe. Luciano Barbosa
08:00h e 10h00
PLANALTINAPe. Luiz Gustavo10h00
SOBRADINHOPe. Marcial Asunción A. Diaz09h00
TAGUATINGAPe. Ricardo Nascimento Guimarães
Pe. Francivaldo Menezes
08h30 e
10h00

Veja mais:

- Paróquias de Brasília celebram Dia das Mães. Clique aqui e veja a programação.